Comunidade de João Grande receberá título de Quilombola neste sábado

Neste sábado, 01 de abril, estará acontecendo a entrega à comunidade de João Grande o título de comunidade remanescente de quilombos, ou seja, moradores descendentes de escravos que mantiveram e conservaram seus traços culturais.

Depois de muito trabalho, estudos e esforços do professor Raimundo Gonçalves, estudando sobre a produção de canoas de pesca artesanalmente, a reza da ladainha de São Benedito, o rítimo dos tambores, instrumento musical fabricado pelos residentes com a mesma técnica centenária, dentro da comunidade onde vivem aproximadamente 65 famílias que moram em casas feitas de barros e cobertas de palhas e sobrevivem da pesca, cultivos de mandioca, extrativismo, troca de mercadorias, caças e produtos artesanais. Enraizado na localidade há mais de duzentos anos.
Todo esse acervo de documentos históricos e culturais, foi enviada para análise de técnicos especialistas, entre sociólogos, antropólogos e historiadores que entenderam a existência do material como comprobatório cultural e social de indivíduos descendentes de quilombos.
A cerimonia oficial de reconhecimento está marcada para o dia 01 de abril, a partir das 16hs na sede da comunidade.
O prefeito Isaías Neto estará presente junto com representantes do Ministério da Cultura.

Quilombo dos Palmares

Localizado no município de União dos Palmares, o quilombo foi inscrito no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Histórico em 1986. Entre os séculos XVII e XVIII, negros, brancos e índios organizaram a República dos Palmares. Começou a constituir-se em 1630, durante o período de lutas contra os holandeses e da economia canavieira. No século XVIII, estabeleceu-se na Serra da Barriga o Quilombo dos Macacos, sede do Quilombo dos Palmares.
O governador eleito e vitalício, Zumbi, e seu comando superior residiam na capital, a Cidade Real dos Macacos, atual União dos Palmares. A população total chegou a 30 mil pessoas, agrupadas em povoados. Em torno de cada um deles existia uma área de agricultura e pecuária onde todos trabalhavam.
Não podendo lutar contra o Exército e suas armas, os quilombolas palmarinos foram exterminados em 14 de maio de 1697. Ainda se conservam, nas proximidades da serra, as últimas pedras das trincheiras onde se abrigaram durante a luta.
Fonte: (Blog Viseu Notícias com informações da ASCOM-PMV)

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